Uso Linux desde 1996. Comecei com o Slackware, não lembro nem que versão, baixando um monte de disquetes que achei no FTP da UFPR. Fui conseguindo atualizações em CD-ROM com um professor. Em seguida passei a usar o Conectiva Red Hat Linux Marumbi (2.0), lá nos idos 1998. Sempre testando várias distribuições, continuei usando o Conectiva até a versão 10.
Em 2000, com a versão 5, o Conectiva Linux passou a ser o meu principal sistema operacional. Nunca pude abandonar completamente o Windows por causa de alguns softwares que eu preciso usar até hoje.
Sempre gostei desse sistema. Aprendi muita coisa. Me tornei um profissional mais completo.
Em 2005 a Conectiva foi vendida para a MandrakeSoft (tornando-se Mandriva) e o Conectiva Linux que eu usava foi descontinuado. As versões lançadas como Mandriva não me “encantaram” (o que mudou com a versão 2008).
Comecei a procurar alternativas, entre elas Ubuntu e openSUSE. Me acertei bem com eles. Mas nesse meio tempo, enquanto fazia uma instalação atrás da outra, tive que me manter funcionando, e nesse caso foi com o Windows (que eu preciso manter, hoje, por causa de dois softwares que não têm, e não terão, versão para Linux e não rodam bem com Wine). Assim, o Windows voltou a ser o meu principal sistema operacional.
Em março de 2007, troquei definitivamente o Windows XP pelo Windows Vista.
Aqui entrei no grande conflito: Windows ou Linux?
Quando comecei a usar Linux como meu sistema principal, estava bastante insatisfeito com bugs irritantes do Windows. Talvez a geração XP não tenha idéia do ciclo Tela Azul da Morte + Ctrl+Alt+Del + Boot dos Windows 95 e 98. Assim, Linux era uma maravilha.
Com o lançamento do Windows 2000, e principalmente com o Windows XP, esse ciclo deixou de ser evidente e até mesmo desapareceu para algumas pessoas (contei cinco telas azuis durante todo o tempo em que usei o Windows XP e mais seis com o Windows Vista até a presente data).
Ao passo que o Windows melhorou bastante a sua estabilidade, o Linux passou a evidenciar, para mim, bugs irritantes. Um deles é o famos bug do Flash transparente, que parece ter sido corrigido na última versão do Flash Player (sei que o problema do Flash não é do Linux propriamente dito. Mas o fato é que isso acontecia, irritava, e não tinha solução). Outro é o som. Por exemplo, ou o som do Amarok funcionava, ou do Pidgin. Tá certo, não é sempre que acontece isso, mas a verdade é que no Windows que tenho instalado aqui de maneira bem básica, isso nunca acontece.
No Windows, os programas parecem cooperar bem mais entre si do que no Linux.
Agora, sabe qual é a pior parte de tudo isso? É que ainda quero voltar a usar Linux como meu sistema principal. Quero poder desenvolver meus programas, ouvir minhas músicas e ver/organizar minhas fotos no Linux. Tem sido frustrante ter que concodar que o Windows tem se comportado melhor no meus computadores do que o Linux (e não estamos falando de computadores montado com peças de quinta). Não que não dê para fazer tudo isso no Linux, mas tenho sido obrigado a concordar que a coisa tem funcionado de forma mais suave no Windows.
E para piorar ainda mais, estou usando em algumas máquinas o beta (build 7000) do Windows 7 e estou achando fantástico (verdade!).
Quem sabe até o lançamento oficial do Windows 7, o KDE 4 (que estou achando muito bom) ou qualquer outro ambiente/distribuição Linux não me convença.