Pergunta bastante comum: “Por que essa porcaria não funciona como eu quero?”
É muito comum programadores esbravejarem na frente de uma tela cheia de códigos remendados que deveriam fazer uma coisa e fazem outra. Normalmente a pergunta segue a afirmação: “No outro funciona. Aqui tem que funcionar.”
Na maioria das vezes eu observo (olhando nos meus próprios programas) que falta um pouco de conhecimento ao programador. Muitas vezes ele aprendeu a usar determinada biblioteca ou programa apenas por exemplos. E quando alguma coisa dá errado ele não sabe o que fazer, já que ele não conhece bem a ferramenta.
Na seqüência, muitos se limitam a buscar respostas para a solução imediata do problema no Google. Se não encontra nas três primeiras páginas, parte para algum fórum de discussão relacionado à ferramenta “problemática”. Nem mesmo olha o histórico do fórum e já sai postando:
“Estou desesperado. Essa porcaria não funciona, fica aparecendo uma tela em branco, e eu preciso entregar o programa ainda hoje (humm!). Alguém pode me ajudar? Por favor, envie a solução do problema.”
Xi! Cadê o detalhamento do problema em questão? E a boa vontade de estudar? O que muitos querem é apenas uma solução rápida para os seus problemas, e querem tudo pronto. Quando aparece outro problema parecido e a primeira solução (que alguém de muito boa vontade postou no fórum) não funciona, torna a perguntar no mesmo fórum.
Problemas comuns na programação não aconteceriam se os programadores se preocupassem em conhecer a ferramenta, em estudar o funcionamento dela. E esse é um problema que tenho encontrado em muitas pessoas.
A falta de preocupação com o estudo e a qualidade do que se faz acaba sendo um problema de todos os envolvidos: o cliente acaba recebendo o trabalho com atrasos e com uma qualidade abaixo do esperado (sim, porque o programador encontrou um problema e contornou com uma solução meia-boca). A empresa porque não consegue oferecer serviços melhores (já que pagar treinamento muitas vezes não adianta quando o programador não tem vontade de aprender). E o programador, que sai perdendo por não evoluir. Fica sempre patinando na mesmice e se utilizando de receitas-de-bolo e chunchos.
O estudo e o conhecimento são fundamentais na nossa área, e como diz o ditado: “O saber não ocupa lugar.”
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