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Mozilla critica empresas que divulgam bugs

26 de março de 2007 Deixe um comentário

Mozilla critica empresas que divulgam bugs, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO – SÃO PAULO – A chefe de segurança da Mozilla, Window Snyder, criticou as empresas de software de segurança. [...]

Ah, se fosse a Microsoft! O que o pessoal do software livre diria? Eu lembro que certa vez a MS realmente fez uma crítica como essas, e a resposta, inclusive da Mozilla, não foi nada branda. Vou tentar encontrar o link, apesar de ser bem antigo.

Liberdade?

30 de janeiro de 2007 Deixe um comentário

Interessante:

Defensores do software livre fazem protesto anti-Vista em NY

Pegando uma parte do artigo:

“A campanha do BadVista está empenhada em lutar pela liberdade dos usuários de computadores, opondo-se à adoção do Microsoft Vista e promovendo alternativas de livre software”, diz o coletivo, em seu site oficial.

Funciona mais ou menos assim: “Você deve ser livre, desde que escolha aquilo que eu escolheria.”

Cadê a liberdade que esse povo prega?

Só lembrando: sou usuário de Linux e muitos outros softwares livres, mas esse fanatísmo é, no mínimo, ridículo.

Urgente

17 de janeiro de 2007 Deixe um comentário

Gostei dessa:

Urgente é tudo aquilo que você deixou para a última hora e agora quer que eu faça em tempo recorde.

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Mundo ideal vs. mundo real

28 de dezembro de 2006 Deixe um comentário

Como programadores, muitas vezes nos deparamos com as diferenças entre o mundo ideal e o mundo real.

O mundo ideal é aquele onde adquirimos conhecimento de várias coisas novas, estudamos técnicas melhores para se trabalhar, etc.

Mas quando estamos prontos para começar… vem o mundo real.

O mundo real é aquele onde você tem que seguir determinadas regras, mesmo que elas sejam as piores. O conhecimento é nivelado por baixo, já que se você fizer algo muito “avançado”, os demais na equipe não entenderão.

No mundo real ainda enfrentamos o problema de sermos obrigados a trabalhar com coisas muito antigas. Temos a ansiedade de implementar coisas novas, com ferramentas novas, mas estamos presos a tudo aquilo que foi novo há muito tempo.

É a vida!

CategoriasOpinião, Programação

Faça, mas faça direito!

4 de dezembro de 2006 Deixe um comentário

Vivemos no mudo do “assim tá bom”, no mundo da pregiça, do “vai de qualquer jeito”. É difícil entender por que uma pessoa que tem uma tarefa para cumprir, cumpre pela metade. Será que a pessoa não percebe que se não fizer direito, terá que fazer duas vezes? Ou pior, vai acabar prejudicando todo o processo e ficar marcada pelos erros que comete?

Explico a irritação: muitas vezes precisamos do serviço de outra pessoa para concluir o nosso. Então perguntamos:

– Instalou o programa?
– Sim, tudo certinho.
– Configurou?
– Ah! Acho que não. Só um pouquinho.
(alguns minutos/horas depois)
– Agora sim, instalei e configurei.
– Configurou como?
– Ah, deu “uns paus” lá, mas eu consegui. Não sei como.

Óbvio, quando você vai lá ver, a instalação está uma zona, os arquivos de configuração estão todos bagunçados, é “chmod 777″ para todos os lados e você é obrigado a fazer o seu serviço e o do tranqueira.

Parece que o pensamento é: “não é meu mesmo, do jeito que ficar, está bom”. Ninguém pensa que outro vai usar, ou que ele mesmo vai ter que dar manutenção na pró´ria bagunça depois.

O mesmo acontece quando um preguiçoso precisa de ajuda/suporte. Normalmente (sempre?) o e-mail vem sem qualquer detalhe que possa te ajudar a encontrar o problema.

A dica é: se o cara vai fazer porcaria, não peça. Ou pelo menos não acredite que ele vai fazer direito. E se não tiver outra opção, insista para que a pessoa faça um serviço de qualidade.

Mas quando for fazer determinado serviço, faça direito, para que ninguém precise passar pela frustração que você passa. O tempo para fazer algo bem feito não é muito maior do que o tempo gasto para se fazer porcarias.

CategoriasOpinião

Por que não funciona?

13 de novembro de 2006 Deixe um comentário

Pergunta bastante comum: “Por que essa porcaria não funciona como eu quero?”

É muito comum programadores esbravejarem na frente de uma tela cheia de códigos remendados que deveriam fazer uma coisa e fazem outra. Normalmente a pergunta segue a afirmação: “No outro funciona. Aqui tem que funcionar.”

Na maioria das vezes eu observo (olhando nos meus próprios programas) que falta um pouco de conhecimento ao programador. Muitas vezes ele aprendeu a usar determinada biblioteca ou programa apenas por exemplos. E quando alguma coisa dá errado ele não sabe o que fazer, já que ele não conhece bem a ferramenta.

Na seqüência, muitos se limitam a buscar respostas para a solução imediata do problema no Google. Se não encontra nas três primeiras páginas, parte para algum fórum de discussão relacionado à ferramenta “problemática”. Nem mesmo olha o histórico do fórum e já sai postando:

“Estou desesperado. Essa porcaria não funciona, fica aparecendo uma tela em branco, e eu preciso entregar o programa ainda hoje (humm!). Alguém pode me ajudar? Por favor, envie a solução do problema.”

Xi! Cadê o detalhamento do problema em questão? E a boa vontade de estudar? O que muitos querem é apenas uma solução rápida para os seus problemas, e querem tudo pronto. Quando aparece outro problema parecido e a primeira solução (que alguém de muito boa vontade postou no fórum) não funciona, torna a perguntar no mesmo fórum.

Problemas comuns na programação não aconteceriam se os programadores se preocupassem em conhecer a ferramenta, em estudar o funcionamento dela. E esse é um problema que tenho encontrado em muitas pessoas.

A falta de preocupação com o estudo e a qualidade do que se faz acaba sendo um problema de todos os envolvidos: o cliente acaba recebendo o trabalho com atrasos e com uma qualidade abaixo do esperado (sim, porque o programador encontrou um problema e contornou com uma solução meia-boca). A empresa porque não consegue oferecer serviços melhores (já que pagar treinamento muitas vezes não adianta quando o programador não tem vontade de aprender). E o programador, que sai perdendo por não evoluir. Fica sempre patinando na mesmice e se utilizando de receitas-de-bolo e chunchos.

O estudo e o conhecimento são fundamentais na nossa área, e como diz o ditado: “O saber não ocupa lugar.”

CategoriasOpinião, Programação

A religião do Software Livre

2 de maio de 2006 Deixe um comentário

[fulano] Pessoal, como faço para instalar o meu modem na distribuição X?
[siclano] Desinstala essa porcaria de distribuição e instale Y. Fiz isso e sou um usuário feliz.
[fulano] Testei Y durante as últimas duas semanas mas não gostei muito. Agora vou tentar a X. Pode me ajudar?
[beltrano] Se não conseguiu usar Y é porque é medíocre.
[siclano] Medíocre e burro.
[fulano] Calma, pessoal, só estou querendo instalar um modem na distro X? Qual o problema?
[beltrano] É que X é uma m. (porcaria).
[fulano] Por quê?
[siclano] Por que vem com um programa proprietário para fazer
beep e isso acaba com a filosofia do software livre.
[terclano] Deixem de ser xiitas. Deixem o rapaz testar a distro X e ver se acha melhor. Tenho usado X e, para a minha situação, é bem melhor que Y.
[siclano] Outro medíocre.
[beltrano] Outro burro.

É óbvio que o diálogo acima está um pouco exagerado, mas creio que muitos vão concordar comigo: isso tem acontecido muito nos fúruns de discussão relacionados ao Linux e ao Software Livre.

O que será que pensa uma pessoa que simplesmente não aceita que outros tenham uma opinião diferente? Por que parecem encarar o uso de uma máquina (no caso, o computador) como uma religião? O termo religião parece bem apropriado, já que suas discussões são chamadas “Guerras Santas”.

Entre as “Guerras Santas” mais comuns que tenho presenciado atualmente são entre os ambientes gráficos (notavelmente KDE x GNOME) e linguagens de programação (guerra mundial: Java, C++, C, Puthon, Ruby e uma interminável lista).

O computador é uma ferramenta indispensável para o trabalho de muitos hoje em dia. E cada um tem as suas próprias necessidades e preferências, algo comum em qualquer grupo (no caso, o grupo aqui é o de usuários de computador).

Aparentemente, pelo “direito” à liberdade que muitos pregam no mundo do Software Livre, estão deixando de lado o direito à livre escolha. Partindo-se do princípio de que o direito de uma pessoa acaba quando começa o de outra, as imposições feitas por muitos (disse muitos, não todos) usuários de Linux fogem completamente do termo “liberdade”.

Minha idéia aqui não é atacar pessoas, indivíduos, mas atacar atitudes que são inaceitáveis dento de uma sociedade livre.

Para constar: Sou usuário de Linux e Softwares Livres há mais de 10 anos. Sempre fui um entusiasta da plataforma e da filosofia envolvida. O que não aceito são as imposições feitas por pessoas que normalmente não são profissionais da área (muitas vezes apenas adolescentes) e, na sua maioria, tratam um software como dogma religioso.

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